Parintins 2026: Sinhazinha levita e magia traz cobra grande para arena da Ilha Encantada em espetáculo de Caprichoso
📰 ✨ Primeiro ato do projeto “Brinquedo que Canta Seu Chão” leva à arena a memória, a ancestralidade e a identidade cultural que formam o povo parintinense
O Boi Caprichoso abriu a primeira noite do 59º Festival Folclórico de Parintins com um espetáculo grandioso que transformou o Bumbódromo em um verdadeiro palco da memória e da identidade amazônica. O ato inicial, intitulado “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O Chão de Origem”, trouxe à arena a força da ancestralidade e dos saberes populares, exaltando a contribuição dos povos indígenas e das comunidades tradicionais na formação cultural da cidade.
Logo na abertura, o apresentador Edmundo Oran destacou o trabalho coletivo do Conselho de Artes e dos artistas, preparando o público para uma noite de emoção e pertencimento. As alegorias surgiram com imponência, representando a relação do boi com a Ilha Tupinambarana e seus moradores, enquanto coreografias vibrantes deram vida às lendas e tradições locais. A Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque protagonizou uma das cenas mais memoráveis do espetáculo do Boi Caprichoso. A artista surgiu de dentro da alegoria monumental da Cobra Grande, figura mítica da floresta amazônica, trazendo à arena uma performance marcada por intensidade, ancestralidade e beleza.

Vestida em indumentária dourada que remetia ao poder feminino e à energia da encantaria, Marciele evoluiu com passos firmes e expressivos, unindo dança e teatralidade em perfeita sintonia com a toada “Deusa das Lutas”. Sua interpretação corporal transmitiu a força da mulher amazônica e a ligação espiritual com os rios e a floresta, enquanto a Cobra Grande emergia como guardiã da Ilha Encantada.
O público reagiu com entusiasmo, vibrando a cada movimento da Cunhã-Poranga. A cena reforçou o compromisso do Caprichoso em valorizar os mitos e lendas da Amazônia, transformando-os em espetáculo grandioso e emocionante.
Entre os momentos mais marcantes, a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, encantou ao surgir suspensa em um praticável, arrancando aplausos e gritos da galera azulada. Outro ponto alto foi a participação de Rei Azevedo, que retornou à arena relembrando sua trajetória como Amo do Boi e emocionando torcedores de diferentes gerações com sua presença histórica.

A apresentação também valorizou os itens tradicionais do festival, como o Levantador de Toadas, que conduziu o espetáculo com músicas vibrantes, e a Batucada, que deu ritmo e energia às evoluções. As tribos indígenas e os pajés reforçaram a espiritualidade e a conexão com a floresta, enquanto as alegorias gigantes encantaram pela criatividade e acabamento impecável.
Com uma arena lotada e a galera azulada vibrando, o Caprichoso mostrou por que é símbolo de arte, resistência e identidade amazônica. A primeira noite do festival foi marcada por emoção, inovação e respeito às raízes culturais, consolidando o evento como uma das maiores celebrações folclóricas do Brasil.
O Festival de Parintins 2026 segue até domingo (28), prometendo mais noites de espetáculo e emoção no maior palco cultural da Amazônia.
