
Uma rebelião foi registrada nesta terça-feira, 1º de setembro, na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas, localizada no quilômetro 8 da BR-174, em Manaus. Policiais militares que cumprem pena iniciaram um motim e quatro militares foram feitos reféns: um major, dois soldados e um aspirante.
Equipes de segurança foram acionadas e representantes da Defensoria Pública e do Ministério Público do Amazonas acompanharam os desdobramentos. Familiares relatam insatisfação dos presos com alimentação, mudanças nas visitas e cancelamento de consultas médicas, além de tensão após a troca de comando na unidade.
O motim ocorre quatro meses após a transferência de 71 policiais militares para a UPPM, em operação realizada no dia 12 de maio. A mudança foi motivada pela fuga de 23 detentos do antigo Núcleo Prisional, em fevereiro, quando uma vistoria identificou a ausência dos presos. Parte retornou espontaneamente, mas o episódio levou a investigações e à prisão de suspeitos de facilitar a saída, incluindo o então responsável pelo Núcleo, major Galeno Edmilson de Souza Jales, posteriormente excluído da corporação.
A UPPM funciona no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, e foi criada em parceria entre o MP-AM, a Polícia Militar e a Seap, mobilizando mais de 100 agentes de segurança.


