Ministério Público acompanha caso de idosa de 93 anos resgatada em situação de vulnerabilidade em Manaus

Por nativatv4 de setembro, 2026

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da 56ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (Prodhid), coordenou o resgate de uma mulher de 93 anos que vivia em condições críticas de saúde e higiene. A ação foi realizada na última quinta-feira (3), no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital.

O caso chegou ao MPAM após a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) encaminhar um relatório à promotoria. Profissionais da Semsa haviam feito uma visita domiciliar e constataram o estado alarmante da idosa.

Segundo o documento, a mulher apresentava grave desnutrição, pesando cerca de 20 quilos, com perda acentuada de massa muscular e pele extremamente ressecada. Apesar da deficiência visual, ela estava consciente e conseguia se comunicar, conforme informou o promotor Mirtil Fernandes do Vale, titular da 56ª Prodhid.

“Encontramos a idosa deitada, vestindo apenas uma fralda geriátrica e coberta por um lençol, em um ambiente insalubre e muito quente. É impossível ignorar uma situação dessas”, declarou o promotor.

Operação de resgate

Diante da gravidade, o MPAM acionou diversos órgãos da rede de proteção. A operação, que durou cerca de sete horas, contou com equipes da Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa Idosa (Decci), do Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdi), do Samu e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

O resgate exigiu cuidados técnicos, já que a residência ficava no terceiro andar de um prédio sem elevador, acessível apenas por escadas. Após o procedimento, a idosa foi levada para uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico e suporte nutricional.

Acompanhamento contínuo

A Prodhid segue monitorando o caso e articulando, junto à rede de proteção, medidas para garantir a recuperação e o bem-estar da idosa. O promotor Mirtil Fernandes destacou que o foco inicial é estabilizar o quadro clínico e, posteriormente, assegurar condições dignas de vida.

O caso permanece sob investigação da 56ª Prodhid e da Decci, que apuram as circunstâncias e responsabilidades envolvidas.