Ministério Público pede à Justiça que delegado Gustavo Sotero volte para a cadeia

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) entrou com recurso na Justiça contra a decisão que concedeu regime semiaberto ao delegado Gustavo Sotero. Ele saiu da cadeia, na Delegacia Geral, no dia 2 deste mês.

Sotero foi condenado a 30 anos de prisão pela morte do advogado Wilson Justo Filho. O assassinato aconteceu dentro de uma casa de shows de Manaus, em novembro de 2017.

No pedido, o Ministério Público aponta a necessidade de que Sotero volte ao cárcere em regime fechado e permaneça, pelo menos, até janeiro de 2022, quando haverá cumprido o critério temporal de progressão da pena.

Ainda segundo o MP, a data prevista para progressão do regime foi recomendada em atenção aos “limites postos e constituídos na sentença de origem e em atenção ao fator de privilégio reconhecido por parte da sociedade em sede de júri popular quanto ao homicídio em questão”.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) informou que recurso será analisado pelo Juízo competente, conforme o rito previsto pelo Código de Processo Penal.

No começo deste mês, em nota, o TJAM havia informado que concedeu a Sotero a progressão de regime do fechado para o semiaberto, de acordo com o sistema de cálculos de pena do Conselho Nacional de Justiça.

No caso de Sotero, ele deverá ficar em prisão domiciliar, até que sejam decididas as condições em que cumprirá o regime semiaberto. Os apenados do semiaberto, no Amazonas, ficam sob monitoramento eletrônico.

Crime em casa de shows

O crime aconteceu em novembro de 2017 dentro de uma casa noturna na Zona Oeste de Manaus. O advogado Wilson de Lima Justo Filho morreu ao ser baleado por tiros efetuados pelo delegado e outras três pessoas ficaram feridas.

No dia do crime, Sotero foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio doloso e lesão corporal. O advogado estava na casa noturna com a esposa, que também foi baleada. Com informações G1 Amazonas.

Foto: Reprodução

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