SES-AM realiza Oficina de Integração das Parteiras Tradicionais na Atenção à Saúde da Mulher

SES-AM realiza Oficina de Integração das Parteiras Tradicionais na Atenção à Saúde da Mulher

A oficina tem o objetivo de compartilhar saberes, facilitar a articulação das parteiras e identificar a rede de cuidados obstétricos

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) realizou a Oficina de Integração das Parteiras Tradicionais na Atenção à Saúde da Mulher na Atenção Básica, em áreas ribeirinhas do estado, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A oficina foi realizada, na segunda e terça-feira (21 e 22/02), na Aldeia Três Unidos (a 60 quilômetros da capital), no Polo Base de Nossa Senhora da Saúde, que pertence à área do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Manaus.

O Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais foi criado para promover melhorias na assistência à gestação e ao parto domiciliar, realizados por parteiras tradicionais. O programa é uma das estratégias para redução da morbimortalidade materna e neonatal e para a qualificação e humanização da assistência, que vem sendo implementado pela SES-AM, por meio da área técnica de Saúde da Mulher. A oficina integra o Projeto “Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde”.

Conhecimento Tradicional das Parteiras e Educação Permanente em Saúde para o Fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde da Mulher no Amazonas, a oficina tem o objetivo de compartilhar saberes, facilitar articulação das parteiras com o serviço e identificar rede de cuidados obstétricos, com a participação de 28 Parteiras Indígenas dos municípios de Beruri, Autazes, Itacoatiara e Urucará (distantes 73, 113, 176 e 261 quilômetros da capital, respectivamente).

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Anoar Samad, a oficina visa contribuir e induzir a reflexão junto a gestores estaduais, municipais e profissionais de saúde sobre a importância do desenvolvimento de estratégias que incluam as parteiras tradicionais na rede de cuidados às mulheres e bebês, no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A inclusão dessas profissionais pressupõe a valorização de saberes, identificação das parteiras e vinculação das mesmas na rede assistencial local, de modo que ela saiba como e quem acionar em casos de complicações”, afirmou o secretário.

A secretária executiva adjunta de Políticas em Saúde, da SES-AM, Nayara Maksoud, ressaltou que o programa busca sensibilizar gestores e profissionais de saúde para que reconheçam as parteiras como parceiras.
“Esse programa visa resgatar e valorizar os saberes tradicionais, articulando-os aos científicos, considerando as diferentes culturas como elementos importantes para a produção de novos conhecimentos e de tecnologias”, destacou Nayara Maksoud.

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