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Após seis horas dentro do rio, família com bebê sobrevive a naufrágio em Itacoatiara

Na tarde de quarta-feira, 22 de julho de 2026, um naufrágio mobilizou moradores e autoridades em Itacoatiara, no interior do Amazonas. Uma canoa com cinco pessoas, entre elas um bebê de apenas sete meses, afundou no Rio Amazonas após ser atingida por uma forte correnteza. O grupo, formado por um idoso, sua filha, a cunhada, a nora e o neto, havia saído do Porto do Jauary com destino à comunidade Vila Batista, no Rio Arari, quando a embarcação começou a alagar e não resistiu à força da água.

Após o acidente, as vítimas conseguiram nadar até uma área de vegetação alagada, onde permaneceram por cerca de seis horas aguardando socorro. Para proteger o bebê, ele foi colocado sobre uma tampa de isopor, evitando contato direto com a água. A solidariedade dos moradores da região foi decisiva: por volta das 23h, o grupo foi localizado e resgatado, mas perdeu a canoa, a rabeta e todos os pertences durante o naufrágio.

Duas mulheres que estavam na embarcação precisaram ser encaminhadas ao hospital de Itacoatiara. Elas apresentavam dores e diversas picadas de insetos, resultado do tempo em que ficaram expostas na água e na mata. Segundo informações médicas, uma delas fez grande esforço físico durante o naufrágio e permanece em observação, bastante abalada com o ocorrido. Ambas seguem internadas recebendo hidratação e cuidados clínicos.

O episódio evidencia os riscos enfrentados por comunidades que dependem do transporte fluvial na Amazônia, onde rios são a principal via de deslocamento. Apesar das dificuldades, a rápida mobilização dos moradores garantiu que todos sobrevivessem, inclusive o bebê de sete meses, transformando o naufrágio em uma história de resistência e solidariedade no coração da floresta.

(Foto: Divulgação)

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