Forças afegãs capturam o ‘cérebro’ de dois sangrentos ataques contra centros educacionais

As forças afegãs capturaram o “cérebro” de dois ataques recentes a escolas em Cabul, que mataram quase 50 pessoas, informaram fontes oficiais neste sábado (14).

Os serviços especiais de inteligência “prenderam Mohammad Adel, o principal organizador dos ataques à Universidade de Cabul e ao centro educacional Kawsar, durante uma operação em Cabul”, informou o comunicado do Diretório Nacional de Inteligência (NDS). 

O texto não menciona quando Adel foi capturado, mas explica que durante os interrogatórios o suspeito confessou ser o responsável por orquestrar o atentado contra a universidade, pois pensava que “teria um grande impacto e aumentaria a pressão contra o governo”, afirmou o NDS. 

Ao menos 22 pessoas morreram e outras 27 ficaram feridas em 2 de novembro, quando três homens armados invadiram a universidade na capital e atiraram por horas contra estudantes. 

Dias antes, outras 24 pessoas morreram em um ataque suicida de um homem que explodiu sua carga perto do centro educacional dinamarquês Kawsar-e, que oferecia ensino superior e cursos de formação para jovens. 

Nos últimos meses, a violência piorou substancialmente no Afeganistão, à medida que as negociações de paz entre o governo e o Talibã se intensificaram e, principalmente, por causa da aceleração dos planos americanos de deixar o país, após quase duas décadas de sua polêmica presença  militar. 

O vice-presidente afegão, Amrullah Saleh, havia afirmado anteriormente que Adel foi o mentor do ataque à universidade, e que tinha sido recrutado pela rede Haqqani, uma aliada do Talibã.

Adel é estudante da sharia, a lei islâmica, proveniente da província de Panjshir, e revelou às autoridades que recebeu armas da rede Haqqani para realizar o ataque, acrescentou o vice-presidente.

No entanto, os dois ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. 

A rede Haqqani foi acusada em várias ocasiões de realizar ataques brutais contra forças ocidentais e civis no Afeganistão. Os Estados Unidos incluem o grupo em sua lista de organizações terroristas.

Por: AFP

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