Estado Islâmico reivindica atentado em Viena

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu, nesta terça-feira, a responsabilidade pelo ataque que deixou pelo menos quatro mortos em Viena, em um comunicado publicado em seus canais no Telegram. Dois jovens suíços foram presos perto de Zurique hoje. Quatro civis morreram no ataque à capital austríaca.

O ataque de Viena foi executado por Kujtim Fejzulai, um jovem de 20 anos descrito como um simpatizante do grupo do Estado Islâmico, que abriu fogo com uma arma automática em uma área movimentada da histórica capital austríaca antes de ser morto a tiros pela polícia.

Em um comunicado separado, acompanhado por uma fotografia do agressor armado, o Amaq, braço de propaganda do EI, citou “um ataque com arma de fogo ontem (segunda-feira, 2) por um combatente do Estado Islâmico na cidade de Viena”.

A polícia austríaca disse hoje que Fejzulai era um conhecido extremista islâmico que havia passado um período na prisão. As forças de segurança austríacas invadiram 18 endereços diferentes, incluindo a casa de Fejzulai, e efetuaram 14 prisões enquanto procuravam por possíveis cúmplices e tentavam determinar se ele agiu sozinho.

“As investigações policiais levaram à identificação de um cidadão suíço de 18 e 24 anos”, disse a polícia de Zurique em um comunicado, acrescentando que os dois homens foram presos na tarde desta terça-feira na cidade de Winterthur, no nordeste do país “em coordenação com as autoridades austríacas”. “O grau de conexão entre as duas pessoas presas e o suposto assassino é atualmente objeto de investigação”, disse o comunicado da polícia.

Kurz pede combate ao “Islã político”

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, pediu à União Europeia (UE) que faça mais para combater o “Islã político”, que ele disse representar uma grave ameaça aos valores europeus.

“A UE deve se concentrar muito mais fortemente no problema do Islã político no futuro”, disse Kurz ao jornal alemão Die Welt. “Espero que possamos ver o fim dessa tolerância incompreensível e que todos os países da Europa finalmente percebam o quão perigosa é a ideologia do Islã político para nossa liberdade e para o modo de vida europeu.”

Kurz disse que a UE “deve, com a maior determinação e unidade, travar uma guerra contra o terrorismo islâmico, mas particularmente contra sua base política, isto é, o islã político”.

Por: UOL

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